Ecin Empresarial | Declaração do Imposto de Renda 2018: O que mudou?
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Declaração do Imposto de Renda 2018: O que mudou?

Com o intuito de combater a sonegação, a Receita Federal exigirá mais informações dos contribuintes na declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física 2018. O prazo de entrega da declaração teve início em março e vai até 30 de abril. E nós do escritório de contabilidade ECIN Empresarial resolvemos trazer algumas informações extremamente relevantes a você.
As mudanças na declaração foram incorporadas para 2018 como um teste. A partir do próximo ano o preenchimento dos novos itens passam a ser obrigatórios.

As mudanças não são tão significativas, mas tem como objetivo definir algumas situações e padronizar o seu entendimento. Vamos listar a seguir algumas mudanças que consideramos mais relevantes para quem vai entregar a declaração do IRPF em 2018.

VEÍCULO
Quem possui veículo conta com um novo campo na hora de declarar seus bens. Uma das mudanças na declaração do Imposto de Renda é informar o número do Renavam e o registro no Detran. Deverão informar também a marca, ano de fabricação, modelo, data e a forma que adquiriu o carro.
Informe a venda, compra ou posse do veículo na ficha “Bens e Direitos” da declaração. O preenchimento do Renavam é opcional esse ano, mas será obrigatório em 2019.

DEPENDENTES
Incluir as pessoas que dependem financeiramente de você pode ser uma forma de reduzir a mordida do Leão, porém esse ano a declaração se tornou um pouco mais trabalhosa para quem possui filhos.
Agora é obrigatório informar o CPF de dependentes a partir de 8 anos e não acima de 12 anos, como era anteriormente. A partir do ano que vem a apresentação do CPF será obrigatório para declarar crianças de todas as idades.
Para emitir o CPF dos filhos, é necessário ir até uma agência do Banco do Brasil, da Caixa ou dos Correios e apresentar a certidão de nascimento ou RG da criança e o RG do responsável.
No caso de filhos de pais separados, apenas um dos pais pode declarar o filho como dependente e ter o abatimento.

DESPESAS MÉDICAS
Os recibos de despesas médicas poderão ser aceitos sem o endereço do profissional, do hospital ou clínica, sob condição de que a Receita Federal possa puxar essas informações em seu banco de dados.
O controle dos valores declarados passou a ser mais eficaz. Notou-se que as declarações de Imposto de Renda, cujas despesas médicas ultrapassam 20% da Receita Tributável, passaram a ser incluídas na malha fina. Diante disso, é recomendável que os valores demonstrem a verdade.

REMESSAS AO EXTERIOR
Quando houver a necessidade de enviar dinheiro ao exterior para fins educacionais, científicos, culturais e tratamento médico não haverá retenção de imposto na fonte, ou seja, a remessa é isenta.
É necessária uma explicação porque o assunto era tratado em duas legislações e havia o entendimento, em uma delas, de que a isenção só era alcançada para valores com um limite de R$ 20 mil.

VENDA DE IMÓVEIS
Quando há lucro na venda de um imóvel o contribuinte é obrigado a recolher 15% sobre o valor de ganho de capital e o pagamento deve ser feito até o último dia do mês seguinte ao da venda. Há casos de isenção e um deles é quando o contribuinte usa o dinheiro da venda do imóvel residencial na compra de outra moradia no período de 6 meses (180 dias).
Mas então, o que mudou? O contribuinte que não recolher o imposto no mês seguinte da transação e também não compra outro imóvel no período de 6 meses terá de fazer o recolhimento com acréscimos. As novas regras definem como o cálculo deve ser realizado: tanto os juros de mora como a multa serão devidos a partir do segundo mês subsequente ao do recebimento do valor da venda.

AUXÍLIO DOENÇA
Quando o empregado entra de licença médica, ocorrerá isenção sobre os valores recebidos a título de auxílio-doença quando pagos pela Previdência Social.
O total pego pelas empresas, no mesmo período, são tributados normalmente pela tabela mensal do Imposto de Renda.

A multa para quem não prestar contas é de 1% ao mês do imposto devido. A penalidade mínima é de R$ 165,00 e a máxima é de 20% do tributo devido.

Caso você tenha alguma dúvida que não foi esclarecida no nosso conteúdo acima, Entre em Contato conosco, ok?

Até o próximo artigo.